novembro 11, 2013

Risotto al Chianti [Risoto ao vinho Chianti]

Dias atrás ganhamos uma garrafa de chianti do meu cunhado. Geralmente estes presentes são dados no almoço de domingo com toda família à mesa e o vinho, claro, compartilhado. Só que quando vi que era um chianti, não me fiz de rogada e disse que este eu não abriria ali, pois já tinha destino certo para ele. E tinha mesmo... Este risotto al chianti. Que maldade de nora, não?!




Fui procurar algumas coisas sobre este vinho toscano e achei um capítulo interessante no livro "Vinho, o bom companheiro, de Luciano Percusi, que começa assim:


"Uma igreja e um pátio, uma casa e um paiol, uma cachoeira e um galinheiro, uma abadia e um vilarejo. São estes os monumentos do Chianti, em perfeita harmonia com as colinas que o hospedam há séculos.
[...]

O Chianti como vinho tem uma história particular, aliás várias, como todas as coisas com raízes e origens longínquas das quais muitos querem ser os descobridores. Em primeiro lugar, o nome. As interpretações foram várias, livres, muito variadas e ainda hoje é um mistério. Aparece pela primeira vez numa ata de doação da Abadia de San Bartolomeu em Ripoli no ano de 790. Depois de cinco séculos a palavra chianti aparece perfeitamente classificada no Livro de Montaperti e em 1415 volta nas páginas do Estatuto Fiorentino delimitando uma zona que correspondia praticamente à atual zona do Chianti Clássico. Mas os tempos passam, as coisas mudam e, hoje, depois de longas discussões e demoradas resoluções, chegou-se a uma legislação em defesa do Chianti a começar pelo zoneamento. Até estabelecer as atuais normas, bastante rigorosas, o vinho Chianti sofreu um certo desgaste, pois tudo que era produzido nas colinas de Toscana era chamado de Chianti. A lei atual diz que Chianti é "vinho produzido na zona delimitada". Esta zona, geologicamente homogênea, é construída de duas áreas: a primeira dera desce do Mugello em direção a Rufina e a Pontassieve e depois, ao longo das colinas do Chianti, até às alturas de Castelnuovo Berardenga e Montepulciano; a outra desce do monte Albano e se une à Val di Pesa, estendendo-se a San Gimignano e Montalcino."





Risotto al Chianti - Risoto ao vinho Chianti

Ingredientes - para 2 pessoas

200 gramas de arroz arbório
100 gramas de linguiça fininha
01 cebola média
01 dente de alho
250 ml de vinho Chianti
1l de caldo caseiro de legumes
40 gramas de queijo pecorino
Sal e pimenta a gosto.
Azeite de oliva

Corte a linguiça em pequenos pedaços e frite-os com um fio de azeite. Acrescente a cebola e o alho picado e deixe refogar. Acrescente o arroz para também ser refogado, tempere com sal e pimenta. Adicione o vinho e, com uma colher de pau ou silicone faça o movimento em 8 na panela para não grudar. Esse movimento vai fazer com que o grão de arroz não quebre e o amido se desprenda, gerando cremosidade para o risoto. Assim que o vinho secar, vá colocando aos poucos o caldo, mexendo sempre. Quando pronto - isso é, gão transparente com miolinho branco, levemente resistente à mordida-, desligue o fogo, acrescente o queijo ralado, misture bem e feche a panela. Deixe descansar por alguns minutos antes de servir.


Geralmente eu opto em fazer o risoto branco primeiro e depois dar o sabor. Aqui, como o vinho é tinto decidi refogar a linguiça e não retirá-la da panela na hora de colocar o arroz, e muito menos fazer isso em uma panela diferente, para depois incorporar ao risoto já pronto. Deixei ela no processo para que também pegasse o sabor do chianti.





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2 comentários:

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