maio 29, 2011

O desafio do Caqui

O que você já comeu com caqui? E de caqui?

Pois é, a Didi propôs um desafio: receitas com caqui. Topei sem pensar. E depois tive que pensar muito. O que fazer com caqui? Essa fruta tão presente na minha infância, pois na chácara dos meus avós tinha um pé enorme, ficou assombrando minha semana. O que fazer?


Comprei dois caquis para me inspirar. Dois caquis verdes que tiveram que continuar os seus processos de amadurecimento embrulhados em jornal. Estão lá até agora, lutando contra o envelhecimento. Dessa eles se safaram. Lá fui eu comprar uma outra bandeja com caquis maduros para a minha receita abstrata. Voltei para casa com eles, tão laranjas que chegavam a ser ofensivos, tão maduros que chegavam a ser perigosos, tão suculentos que me deixaram mais confusa ainda. O que fazer com vocês, meninos?!

Pensei. E pensei. E tive uma ideia: clafoutis de caqui. Sim, estou em uma fase clafoutis, mas então veio a dúvida: será? Será que rola, hein?! E rolou!


Clafoutis de Caqui

500 gramas de caquis maduros
03 ovos
100 gramas de açúcar
90 gramas de farinha
200 ml de leite
1 pitada de sal
01 colher (sopa) de essência de baunilha
02 colheres (sopa) de brandy – Usei vodka

Pré aqueça o forno à 180ºC

Unte uma assadeira com capacidade de 1 litro com manteiga e polvilhe açúcar, criando assim uma película.

Lave bem os caquis e retire as cascas. Corte cada fruta em 6 pedaços. Reserve. Bata os ovos com o açúcar até ficar um creme espumoso e com o dobro do volume inicial. Acrescente a farinha, peneirando aos poucos sobre o creme de ovos. Coloque, também aos poucos, o leite, mexendo sempre. Acrescente a essência de baunilha, a pitada de sal e o brandy. Disponha as fatias de caqui na forma e coloque a massa (que é bastante líquida) cuidadosamente. Leve para assar por 40-50 minutos. A superfície deve ficar bastante dourada (bem mais que a minha da foto). Sirva em temperatura ambiente e, se desejar, polvilhe açúcar de confeiteiro para decorar.


maio 28, 2011

Bordejos de sábado de manhã

Hoje o dia amanheceu lindo e saímos para um passeio que queríamos muito refazer: pegar a RS 020 e encontrar um antiquário que tínhamos visitado no ano passado. Um ligar cheio de coisas de metais, utensílios de cozinha, de jardim, de galpão. Máquinas velhas, artesanato rústico e muitas, muitas suculentas.

Além do caminho ser muito bonito, cheio de paisagens bacanas, o encontro com os donos deste antiquário nos rendeu uma manhã de conversa gostosa. Fomos convidados para conhecer o pátio atrás da loja e descobri em cada canto um detalhe. Vejam só:

Morungava - RS 020
Antiquário - Parada 110







































maio 25, 2011

Budino di farina di riso – Pudim de farinha de arroz – Artusi 659

Hoje eu vou bancar a casmurra: sem muito papo, sem muitos risos. Explico: tempo curto. Mas, mesmo com a corda no pescoço, não deixarei de dividir com vocês esta delícia que encontrei no Artusi: pudim de farinha de arroz.

A receita não menciona calda, mas para mim pudim tem que ter calda, sim! Acho que foi um grande acerto.

Em tempo: achei farinha de arroz no Mercado Público (R$ 3,70)
Em tempo II: Se você não quiser comer pudim de farinha de arroz pelo resto da sua existência faça 1/2 receita, pois rende muito.



Budino di farina di riso – Pudim de farinha de arroz – Artusi 659

“Este doce,na sua simplicidade é, em minha opinião, de sabor bem delicado e, mesmo que já seja muito conhecido, seria bom estabelecer as suas quantidades nas seguintes proporções,que,creio, não devem ser alteradas”

Ingredientes

01 litro de leite
200 gramas de farinha de arroz
120 gramas de açúcar
20 gramas de manteiga
06 ovos
01 pitada de sal
Essência de baunilha
100 gramas de açúcar –Para a calda

Dissolva a farinha em 250ml do leite frio. Em fogo baixo ferva o restante do leite e o açúcar e acrescente a farinha dissolvida. Não pare de mexer em momento algum até que engrosse. Retire do fogo e coloque em uma tigela grande e deixe amornar.

Pré aqueça o forno a 200º C

Quando o creme estiver morno (ATENÇÃO: mais para quente do que para frio) acrescente a manteiga, misture até incorporar. Acrescente 01 ovo de cada vez e só coloque o outro na mistura quando o anterior já estiver muito bem misturado no creme. Coloque uma pitada de sal e a essência de baunilha.

Faça a calda de açúcar não muito escura, coloque em uma forma de pudim ou em ramekins e leve para o forno em banho-maria (uma forma com água). Asse por 40 minutos. Sirva, segundo Artusi, morno, mas eu prefiro geladinho.



maio 24, 2011

Caffè - Artusi 776

"Esta preciosa bebida, que espalha por todo corpo uma excitação agradável, foi chamada a bebida intelectual, a amiga dos escritores, cientístas e poetas, porque, agitando os nervos, clareia as ideias, tornando a imaginação mais vívida e o pensamento mais veloz".



"Veneza, pelas suas relações comerciais com o Oriente, foi a primeira a fazer uso do café na Itália, talvez desde o fim do século XVI, mas as primeiras cafeterias foram abertas em 1645, como também em Londres e, logo depois, em Paris, onde meio quilo de café chegava a custar até 40 escudos".


"Parece que, um século atrás, o seu uso na Itália era ainda limitado, pois, em Florença, não se chamava ainda cafeteiro, mas sim acquacedrataio [lit.: vendedor de sucos de limão] aquele que vendia chocolate, café e outras bebidas".


maio 22, 2011

Torta de cenoura ao curry e um banquinho da reflexão para Artusi

Ontem, como disse o Marcelo, o velhinho me sacaneou. Ou seja, fiz uma receita do Artusi que não deu certo. Normal, eu sei, mas eu estava muito a fim de comer aqueles brigidini, uma espécie de waffle muito fininho, condimentado com anis. Era para o café da manhã do sábado ensolarado. Não deu certo, fiquei na vontade e ainda tive que arrumar toda a bagunça da cozinha. C’est la vie.

Hoje decidi fazer cara feia para Artusi e deixei ele de lado. Um castiguinho não faz mal à ninguém, né?! Fui buscar nas minhas revistas algo para o almoço de hoje e achei esta torta salgada de cenoura que eu adorei quando li na La Cucina Italiana. Só não tinha feito ainda porquê quase nunca tenho leite de coco em casa. Hoje tinha tudo e lá fui eu.



Crostata di Carote al Curry

Ingredientes

250 gramas de farinha
120 gramas de manteiga em temperatura ambiente
650 gramas de cenoura
01 cebola média
01 colher (sopa) de curry
200 ml de leite de coco
01 ovo
½ xícara de salsinha picada
Sal a gosto

Massa brisée: misture a farinha, a manteiga e 02 colheres (sopa) de água. Amasse bem, até ficar uma mistura homogênea. Coloque a massa em um plástico e deixe repousar em um lugar fresco por 1 hora.

Recheio: Descasque as cenouras, corte-as em rodelas e coloque a cozinhar com a cebola cortada em tiras, o leite de coco, o curry e uma pitada de sal. Cozinhe em fogo baixo até a cenoura ficar macia. Bata no liquidificador, mas não é necessário que fique um creme liso. Acrescente o ovo, e bata mais um pouco. Acerte o sal, coloque a salsinha. Reserve.

Pré aqueça o forno a 200º C

Abra a massa com 3-4 mm de espessura, forre uma forma redonda com a massa e preencha com o recheio de cenoura. Leve ao forno por 40 minutos. Sirva morno.


maio 19, 2011

Culinária Italiana - SENAC

Oficina de Culinária Italiana - SENAC
Maio 2011 - Chef Rodrigo Paz