Me bateu a loucurinha de fazer geleias e agora estou entre tachos e colher de pau, entre açúcar, cravo e canela e claro, entre elas, as frutas. Até as abelhas vieram me visitar!
Volto mais tarde para postar as receitas.
fevereiro 28, 2011
fevereiro 24, 2011
fevereiro 23, 2011
“Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro” + Pudim de coco com caldinha de maracujá
Ontem no Twitter tinha tanta gente irritada que cheguei a pensar que fosse alguma fase da lua agindo sobre as pessoas, sei lá... E hoje sou eu quem tem o dia de ALTOS e baixos:
Entusiasmada: acordei cedo e o dia estava lindo. Irritada: quarenta minutos esperando no sol um ônibus que nunca vinha. Feliz: confirmação de que termino a faculdade neste semestre. Chateada: cano da minha amiga depois de ter preparado tudo para termos um dia bem bacana. Aconchegada: conversa gostosa com os donos da floricultura, vaso novo para minha pimenteira e uma gérbera para dar um toque na casa. Desanimada: chegar em casa e ter uma pia de louça para lavar. Surpresa: receber um comentário no blog de uns italianos malucos. Atrapalhada: o tempo virou e a chuva molhou as roupas que estavam no varal sem eu me dar conta. Orgulhosa: os alecrins estão brotando. Inconformada: minhas banquetas voltaram para a fábrica, pois vieram com defeito. Satisfeita: conseguirei fazer o curso de gastronomia no turno da manhã. Desmotivada: minhas aulas de direção começam apenas no dia 09 de março. Alegríssima: lembrar que tinha esse pudim na geladeira!
Pudim de coco com calda de maracujá
(Do livro A Cozinha Mexicana)
Ingredientes
400 ml de leite condensado
400 ml de leite de coco
6 gemas
1 colher (sopa) de essência de baunilha
50 gramas de coco seco ralado
Calda de maracujá
Ingredientes
4 maracujás
20 gramas de açúcar
Pré aqueça o forno a 180º C.
Coloque uma forma com água no forno. Esta forma deve ser grande suficiente para que caiba a forma refratária ou as forminhas. Coloque o leite condensado e o leite de coco em uma panela. Acrescente a baunilha e leve para ferver, mexendo sempre. Retire do fogo depois 5 minutos após a fervura. Deixe esfriar por 10 minutos. Enquanto isso bata as gemas. Acrescente a elas o creme morno e o coco ralado. Mexa bem. Coloque em uma forma refratária ou em forminhas individuais e coloque em banho-maria na forma previamente preparada. Asse por 40 minutos, a superfície do pudim deve ficar dourada. MUITO CUIDADO NA HORA DE RETIRAR DO FORNO. Deixe esfriar em temperatura ambiente e depois leve para gelar por 3 horas no mínimo.
Calda: Retire a polpa dos maracujás e leve ao fogo junto com o açúcar. Deixe ferver até engrossar. Peneire a mistura (eu optei em deixar as sementes) e deixe esfriar. Sirva com o pudim.
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fevereiro 22, 2011
A Síndrome do Fim e um Risoto Assado
As férias da faculdade estão acabando. Minhas últimas férias acadêmicas. Meu último semestre na graduação da Letras.
Até aqueles pesadelos famosos de final de curso eu já tive: no momento da formatura (que na verdade não farei) não recebo o canudo porque ainda faltam algumas disciplinas para cursar. E lá volto eu para a sala de aula... Nome disso: nóia. Mas para garantir já marquei uma conversa com a Comissão de Graduação para ver se está tudo certo mesmo. Vá saber!
Ao mesmo tempo em que dá aquele alívio de "até que enfim acabou", vem aquela dorzinha do fim, afinal, são 6 anos da minha vida de ida e vindas ao Campus do Vale. Café no Bar do Antônio, inicialmente almoço no RU (com direito a filas quilométricas) e agora eventuais almoços no "Chiques" da FAURGS. Cinco anos de apresentações em seminários, em congressos, em oficinas. Cinco anos com altos e baixos (e só eu sei o quantos os baixos me pesam!), cinco anos provando teorias acadêmicas: teoria da literatura, análise do discurso, teoria da tradução, língua italiana, terminologia. Várias possibilidades ali, na minha frente, e a vontade de provar todas, de flertar com todas.
Mas eis que explode a gastronomia na minha vida. E o que eu sempre gostei de fazer como um carinho para os amigos veio-me quase como uma necessidade acadêmica. Pensar a gastronomia pelo seu viés linguístico foi a forma que encontrei para unir duas pontas: a minha formação e a minha paixão. E seja o que deus quiser.
Mestrado? Vou tentar, sim. Gastronomia? Vou começar a desbravar mais seriamente. Ansiedade? Muita. Medo? Uma pitada. Fome? De conhecimento. Desejo? Que eu seja boa naquilo que faço.
Me desejem sorte!
Risoto assado com manteiga
(Do livro 200 Receitas Fáceis de Fazer)
Ingredientes
1 xícara de arroz para risoto - Usei arbório
2 xícaras de caldo quente de legumes
50 gramas de manteiga
50 gramas de parmesão ralado na hora
Sal e pimenta a gosto
Pré aqueça o forno a 180º C
Unte um prato ou panela refratária com um pouco de manteiga. Coloque o arroz e o caldo de legumes, tempere com sal e pimenta, mexa e tampe bem (use papel alumínio se necessário). Asse por 40 minutos. O arroz deve ficar macio mas com um pouco de caldo ainda. Derreta a manteiga em uma panela pequena por 2-3 minutos até escurecer. Tire o risoto do forno, misture o parmesão ralado e a manteiga. Sirva imediatamente.
fevereiro 19, 2011
Bolo de fubá e uma manhã linda de sábado
Manhã de sábado. Sem mais.
Bolo de fubá com erva-doce
Ingredientes
160 gramas de açúcar
65 gramas de margarina
02 ovos
125 ml de leite
150 gramas de farinha de trigo
40 gramas de fubá
5 gramas de erva-doce
10 gramas de fermento em pó
Bolo de fubá com erva-doce
Ingredientes
160 gramas de açúcar
65 gramas de margarina
02 ovos
125 ml de leite
150 gramas de farinha de trigo
40 gramas de fubá
5 gramas de erva-doce
10 gramas de fermento em pó
Em uma tigela misture as farinhas e o fermento. Reserve. Bata a margarina até que ela amoleça e vá acrescentando o açúcar aos poucos. Adicione um ovo de cada vez, despeje o leite e as farinhas com o fermento. Misture bem. Acrescente a erva-doce e incorpore à massa. Coloque a massa em uma forma untada com margarina e farinha. Leve ao forno por 30 minutos. Deixe esfriar para desenformar.
fevereiro 17, 2011
Minha terra não tem palmeira, mas tem manjericão...
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Pão de Nata
Ontem eu queria muito fazer um pão. Estou na minha fase confeiteira e padeira e só penso em, literalmente, colocar a mão na massa.
O problema é que no quesito pão eu sou bem limitada. Tenho a minha receita de pão caseiro, mas não era ela que eu queria. Fui buscar uma inspiração no livro 1001 Comidas para provar antes de morrer, pois ele traz possibilidades nunca antes pensadas, nunca antes executadas. Então me deparei com uma série de pane carasau, barbari, sourdough, challah, butterzopf e hardough. Preparos imediatos ou de mais de 07 horas. Execuções extremamente simples, outras muito, muito complexas.
Busquei ali, busquei aqui e acabei optando pela receita do blog Cozinha é Poesia de pão de nata, pois precisava mesmo utilizar meio pote que havia na geladeira.
Pão de Nata Cozinha é Poesia
Ingredientes – Para ½ receita
½ pacote de fermento biológico instantâneo (5 gramas)
01 colher (sopa) de manteiga em temperatura ambiente
1 ½ colher (sopa) de açúcar
01 colher (chá) de sal
100 ml de leite
100 ml de nata (creme de leite fresco)
2 ½ xícaras de farinha
Em uma tigela misture o leite, a nata, a manteiga, o sal e o açúcar. Em outra tigela grande misture o fermento e 2 xícaras de farinha. Junte a mistura líquida com a seca, mexa com uma colher de pau e passe a massa para uma bancada. A receita pede para amassar assim: Trabalhe a massa empurrando a massa para cima com a palma da mão e puxando-a para baixo com os dedos, como se estivesse “rasgando” a massa até que ela mude a coloração ficando mais clara e de aspecto rendado. Só então comece a acrescentar o restante da farinha aos poucos, trabalhando a massa com as mãos e com o auxílio de uma espátula. Amasse por 15 minutos, ela deve resultar em uma massa elástica. Faça uma bola com a massa, unte com óleo e envolva com filme PVC e deixe crescer por 1h em lugar morno. A massa deve dobrar de volume e talvez, demore mais que uma hora se o dia estiver mais frio. Depois de crescida, leve a massa para a bancada novamente e pressione com as mãos para retirar todo o ar. Modele a massa, coloque em uma forma para pão polvilhada com óleo e farinha e aguarde que dobrede tamanho novamente. Pré-aqueça o forno a 180º C 15 minutos antes de colocar a assar. Coloque no forno e retire quando a casca estiver dourada o com o som oco – dê uma batidinha na casca. Retire do forno e da forma e deixe esfriar (ou não!).
fevereiro 14, 2011
Crostate con curd di fragole [Tortinhas de curd de morango]
Eu sei, eu sei. Ando que é uma formiga nesse blog. Só receitas doces, eu sei. Mas, mas, mas... Na verdade não sei o porquê dessa tendência açucarada, mas quando penso no que postar aqui sempre acabo nos doces.
Claro que tenho feito alguns pratos salgados bacanas. Sábado, por exemplo, fiz uma paella vegetariana que ficou muito boa e uma corvina que posso dizer que foi o melhor peixe que já fiz até hoje, mas acabei não fotografando e passou...
Prometo que a partir de hoje pensarei no meu saleiro com mais carinho e trarei os resultados para cá.
Por enquanto fiquemos com estas tortinhas de morango que ficaram bem saborosas.
Crostata com curd de morango
(Daqui)
Ingredientes
Massa
130 gramas de manteiga gelada
200 gramas de farinha
01 ovo
120 gramas de açúcar de confeiteiro
Curd de morango
50 ml de água
80 gramas de manteiga em temperatura ambiente
300 gramas de morangos frescos
02 ovos
01 colher (sopa) de amido de milho
150 gramas de açúcar de confeiteiro
Raspas da casca de 01 limão
Morangos frescos para decorar
Prepare a massa: coloque a farinha em um recipiente e a manteiga cortada em pequenos pedaços. Misture com as duas mãos até formar um composto granulado. Acrescente o ovo e o açúcar. Amasse até formar uma massa homogênea. Faça uma bola com a massa e envolva com filme PVC. Leve ao refrigerador por pelo menos 1 hora.
Enquanto isso faça o curd: lave bem os morangos e retire as folhas e os talos. Corte em pedaços pequenos. Coloque os morangos e a água em uma panela média e leve para cozinhar em banho-maria. Quando começar a formar bolhinhas acrescente o açúcar e as raspas do limão e misture bem até o açúcar dissolver. Quando o morango começar a desmanchar acrescente a manteiga. Quando a manteiga estiver derretida junte os ovos e misture bem – CUIDADO: caso a mistura esteja muito quente retire um pouco do banho-maria antes de colocar os ovos, caso contrário, a clara pode cozinhar e dar um aspecto feio para o creme – Assim que os morangos estivem com aparência de um purê, dilua a maisena em um pouquinho de água e junte aos morangos. Misture bem e deixe cozinhar até ficar condensado.
Enquanto isso: retire a massa da geladeira e abra com um rolo com espessura de 0,5 cm. Coloque em uma forma redonda (você pode usar uma forma de cerâmica, de alumínio com as bordas removíveis ou em forminhas pequenas, como as de empada). Faça furinhos na massa com um garfo e leve ao forno pré-aquecido a 190º C por 25 minutos. Passado o tempo, retire do forno e deixe esfriar.
Quando o curd estiver pronto recheie a massa já fria. Decore com morangos e leve ao refrigerador por, pelo menos, 1h.
fevereiro 13, 2011
San Valentino: Tartufi al cioccolato
Chocolate é a cara do Dia dos Namorados, né?! Quem aí nunca ganhou uma caixa de chocolate do "amore"? Então, como sugestão para amanhã, dia de São Valentim, estas trufas são ideais.
Eu fiz bem amarguinhas, porque é assim que gostamos aqui em casa, mas você pode usar chocolate ao leite.Use metade ao leite e metade meio amargo.
São fáceis de fazer e causam efeito.
Trufas de chocolate meio amargo
Ingredientes
250 gramas de chocolate meio amargo (43% cacau)
150 ml de creme de leite fresco
½ xícara de cacau em pó – Sem adição de açúcar
Eu fiz bem amarguinhas, porque é assim que gostamos aqui em casa, mas você pode usar chocolate ao leite.Use metade ao leite e metade meio amargo.
São fáceis de fazer e causam efeito.
Trufas de chocolate meio amargo
Ingredientes
250 gramas de chocolate meio amargo (43% cacau)
150 ml de creme de leite fresco
½ xícara de cacau em pó – Sem adição de açúcar
Rale o chocolate. Coloque o creme de leite em uma panela em fogo alto. Quando começar a ferver baixe o fogo e, mexendo sempre, deixe cozinhar por 1 minuto. Desligue o fogo e acrescente o chocolate ralado. Misture bem até a massa ficar brilhante e sem grumos. Deixe esfriar até condensar (mais ou menos 1 hora). Mexa energicamente para que o chocolate fique mais claro e possível de ser moldado com as mãos. É importante que suas mãos estejam frias. Sugiro molhá-las com água gelada, secando antes de começar a moldar. Caso ache necessário, leve a massa ao refrigerador por uns 15 minutos para que fique mais fácil fazer os bombons. Molde do tamanho desejado e passe pelo cacau em pó. Coloque em um prato e deixe em repouso por mais de 2 horas.
fevereiro 12, 2011
Bolinho gostoso de Bebelis para Bebelis!
Ganhei um mimo da minha melhor amiga: um bolinho de maçã e aveia.
Pedi a Karla para escrever a receita para o blog e ela, suscinta e adepta do fast food (no sentido literal pois, ô gringa para fazer comidinhas saborosas tão rápido!), nos passou assim:
1x de açúcar mascavo
1x de aveia em flocos ou fina
4 colheres (sopa) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) margarina
3 ovos
1 maçã picada
1 colher (sopa) fermento químico
1 colher (chá) de canela em pó
Do jeito que eu gosto:
Junta tudo e põe no forno....depois de 30 min está pronto!
Ela me trouxe ainda quentinho. Uma delícia!
Recomendo.
Pedi a Karla para escrever a receita para o blog e ela, suscinta e adepta do fast food (no sentido literal pois, ô gringa para fazer comidinhas saborosas tão rápido!), nos passou assim:
1x de açúcar mascavo
1x de aveia em flocos ou fina
4 colheres (sopa) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) margarina
3 ovos
1 maçã picada
1 colher (sopa) fermento químico
1 colher (chá) de canela em pó
Do jeito que eu gosto:
Junta tudo e põe no forno....depois de 30 min está pronto!
Ela me trouxe ainda quentinho. Uma delícia!
Recomendo.
San Valentino: Pudim de Arroz Veneziano
Segunda-feira agora, dia 14 de fevereiro, é dia de São Valentino e, em muitos países, é comemorado o Dia dos Namorados. A Itália é um desses países.
Durante o governo do imperador Cláudio II, este proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objectivo de formar um grande e poderoso exército. Cláudio acreditava que os jovens se não tivessem família, alistariam-se com maior facilidade. No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentim e as cerimónias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas que jogaram mensagens ao bispo estava uma jovem invisual, Asterias, filha do carcereiro a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentim. Os dois acabaram apaixonando-se e milagrosamente a jovem recuperou a visão. O bispo chegou a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte assinatura: “de seu Valentim”, expressão ainda hoje utilizada. Valentim foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270.
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Procurei por alguma receita “típica” desta data, mas o que consegui foram receitas com ingredientes que sempre remetem ao romantismo: morangos, chocolates, maçãs... Nada de específico, exceto as formas em coração.
Sendo assim, decidi postar a primeira receita de San Valentino baseada no que o meu namor(ido) gosta.
Uma das sobremesas que ele mais curte é “arroz de leite” (arroz doce) e isso me foi dito já no nosso primeiro encontro, mas confesso que raramente faço para ele.
Então, para o meu Valentino: Pudim de Arroz Veneziano.
(Do livro 200 receitas fáceis de fazer - Louise Pickford)
Ingredientes
75 gramas de uvas-passas
03 colheres (sopa) de licor – Usei Colheita Tardia da Aurora
600 ml de leite semidesnatado quente
150 ml de creme de leite fresco
2 colheres (chá)
50 gramas de açúcar
01 colher (chá) de canela em pó
Raspas de 01 limão siciliano
125 gramas de arroz arbório
Coloque as passas em uma tigela com o licor. Deixe de molho enquanto prepara o risoto. Ponha o leite, o creme de leite, a essência de baunilha, o açúcar, a canela e as raspas de limão em uma panela. Deixe no fogo alto até ferver. Adicione o arroz à panela e cozinhe em fogo baixo, mexendo sempre, por 20-30 minutos, até o arroz ficar cremoso, porém com os grãos ainda firmes. Retire do fogo, junte as passas e o licor. Misture. Sirva quente ou frio.
Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Valentim e palavrassussurradas.wordpress.com (imagem de S. Valentim.)
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fevereiro 08, 2011
Cacimbinhas City e churros para um dia de chuva
Gravataí é uma cidade um tanto atrasada culturalmente. Ou melhor, atrasada no seu desenvolvimento cultural, digamos assim.
O livro é uma graça. Super colorido, bom texto. Receitas fáceis. Foi nele que vi os churros, uma guloseima que eu adoro e que tem gosto de domingo no parque. Minhas lombrigas, caprichosas e mimadas, imediatamente ficaram em polvorosas. Não sosseguei até faze-los e o tempo também ajudou por aqui, pois choveu quase todo o dia. Perfeito!
Churros
Ingredientes
250 gramas de farinha
125 ml de óleo de girassol ou 125 gramas de manteiga
01 pitada de sal
250 ml de água
75 gramas de açúcar refinado
Canela em pó
Óleo para fritar.
Talvez, pela proximidade com Porto Alegre, muitos serviços deixam a desejar por aqui. Por exemplo, não temos livrarias. Temos papelarias que vendem alguns livros, geralmente best sellers ou os dez mais das listas dos mais vendidos. Mas não livrarias-livrarias.
Não temos bons restaurantes e a cena gastronômica da cidade se resume basicamente em pizzarias e “xis”. Aliás, considero Gravataí a cidade do xis. A cada cem metros você encontra um trailer ou um ponto de vendas de xis e suas infinitas variações e sabores.
Não temos cinema e, quando ainda existia uma relutante sala, cansei de ir e ser única na sessão.
Não temos um bom supermercado e muitas das coisas que uso na minha cozinha (que nada tem de requintada!) busco em Porto Alegre. A cidade, que tem uma grande área rural e grandes produtores, não tem uma feira! Uma feira! Existem uns coitados que ficam na frente de uma escola aos sábados literalmente vendendo seu peixe, pois são criadores de tilápia. Só!
Mesmo os restaurantes mais “bacaninhas” são muito aquém do que gostaria de encontrar por aqui. A proposta às vezes é bacana, mas a comida geralmente é ruim. Um restaurante de frutos do mar em que todos os pratos tem o mesmo gosto, outro onde os legumes se desmancham na boca de tão cozidos, outro que usa um molho tão artificial que chega arder os olhos. E o público, que até então não tinha o hábito de comer fora de casa, aceita porque o lugar é novidade ou porque não sabe o que deve exigir.
Gravataí, que eu carinhosamente chamo de Cacimbinhas, é uma cidade rica. Ela tem um dos PIBs mais altos do Estado, mas falta alguma coisa mais autêntica. Falta.
Mas a coisa está mudando. Recentemente abriu uma loja legal de vinhos que vende bons rótulos em um ambiente bonito, “rústico chique”. Tem um restaurante japonês que me deixa bem feliz e um outro que tem o melhor arroz e feijão do mundo (mãe, desculpa aí!). Tem dias que acordo já sabendo que quero almoçar na Léa e pedir o trio arroz-feijão-bife-de-fígado-acebolado. Atualmente este restaurante, totalmente despretensioso, é o que mais me satisfaz na cidade. Simples, trivial e muito, muito bem feito.
Mas a coisa está mudando. Recentemente abriu uma loja legal de vinhos que vende bons rótulos em um ambiente bonito, “rústico chique”. Tem um restaurante japonês que me deixa bem feliz e um outro que tem o melhor arroz e feijão do mundo (mãe, desculpa aí!). Tem dias que acordo já sabendo que quero almoçar na Léa e pedir o trio arroz-feijão-bife-de-fígado-acebolado. Atualmente este restaurante, totalmente despretensioso, é o que mais me satisfaz na cidade. Simples, trivial e muito, muito bem feito.
Gravataí é uma cidade pequena (territorialmente grande, mas...) e carrega este gostinho meio de interior. Moro no que chamo de "Centro Histórico". Perto da igreja matriz, do museu, do novo teatro (SESC que é uma tentativa de dar um fôlego para os gravataienses). Sendo assim, consigo fazer quase tudo que quero a pé. Em duas horas na rua consigo ir ao super, ao dentista, à lavanderia, almoçar, ir ao banco e passar na floricultura (onde os donos são uns senhores simpatissísimos!). Tenho quase tudo para a vida cotidiana num raio de 2km no máximo. Isso para mim, sinceramente, é luxo. Fora que é uma tranquilidade...
Mas porque tudo isso? Porque há algum tempo descobri uma revistaria no supermercado em que costumo ir. Ela fica bem escondida num cantinho e, como geralmente vou tarde fazer compras, o dono está sempre com uma cara de saco cheio e entediado. Porém, cada vez que eu e o José chegamos lá ele se anima. Falamos de churrasco, charutos, comida, revistas. Na verdade o acervo dele tinha poucas coisas que me interessavam, mas desde a segunda vez que fomos lá sempre tem algo que me chama atenção e, da última, ele veio todo faceiro me mostrar o que tinha recebido: A Cozinha Mexicana, da coleção Cozinha das 7 Famílias, da Larousse. Achei gracioso da parte dele a preocupação em trazer material que poderia me interessar.
O livro é uma graça. Super colorido, bom texto. Receitas fáceis. Foi nele que vi os churros, uma guloseima que eu adoro e que tem gosto de domingo no parque. Minhas lombrigas, caprichosas e mimadas, imediatamente ficaram em polvorosas. Não sosseguei até faze-los e o tempo também ajudou por aqui, pois choveu quase todo o dia. Perfeito!
Churros
Ingredientes
250 gramas de farinha
125 ml de óleo de girassol ou 125 gramas de manteiga
01 pitada de sal
250 ml de água
75 gramas de açúcar refinado
Canela em pó
Óleo para fritar.
Aqueça o óleo para fritura em uma grande frigideira de fundo espesso.
Aqueça a água, o óleo (ou a manteiga) e o sal em uma panela em fogo baixo. Quando começar a ferver, retire do fogo e coloque a farinha. Mexa com bastante força com uma colher de pau, ou espátula, até a massa ficar elástica e desgrudar facilmente da panela. Deixe esfriar um pouco e transfira a massa para um saco de confeitar com bico pitanga*. Faça churros de aproximadamente 15 cm de comprimento e deixe cair no óleo bem quente. Doure por 1-2 minutos e coloque sobre papel absorvente. Em seguida passe os churros numa mistura de açúcar com canela. Se desejar sirva com doce de leite.
fevereiro 06, 2011
Pavê de morango e a utilidade de brioches esfarelentos
Depois do meu descontentamento com os brioches não demorei muito para saber o que fazer com eles para que me deixassem feliz.
Pavê é uma sobremesa que gosto bastante, mas faço pouco. Além do José não gostar muito, o tanto de creme de leite que uso me deixa com peso na consciência. E olha que não sou muito dessas coisas de me preocupar.
De qualquer maneira, achei que aproveitar os brioches seria uma boa desculpa para fazer esse doce.
Pavê de morango com base de brioche
Ingredientes
Base
Fatias de brioche
50 ml de vinho de sobremesa – Usei o Colheita Tardia da Aurora
Creme
02 gemas
01 xícara (240 ml) de creme de leite fresco (nata)
01 caixa de leite condensado
01 colher (sopa) de amido de milho
60 ml de leite
01 colher (sopa) de essência de baunilha
Chantili
350 ml de creme de leite fresco (nata)
02 colheres (sopa) de açúcar refinado
Morangos cortados ao meio.
Em um prato de vidro ou em taças individuais coloque as fatias de brioche e regue com o vinho. Reserve. Dissolva o amido de milho no leite e coloque em uma panela junto com o leite condensado e as gemas peneiradas. Leve ao fogo médio mexendo sempre. Assim que engrossar desligue o fogo, acrescente o creme de leite e misture até dissolver. Coloque o creme sobre o brioche embebido no vinho e sobre o creme os morangos em pedaços. Se desejar faça mais camadas de creme de morango. Para o chantili, coloque o creme de leite no congelador por 10 minutos, e depois bata na batedeira junto com o açúcar. Bata até a consistência de chantili. Cuide para não bater demais o creme de leite para não virar manteiga. Distribua sobre a última camada e leve a geladeira por no mínimo 3 horas. Quanto mais gelado, melhor.
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Brioches – Artusi 575
A frase “Então, que comam brioches” ficou martelando na minha cabeça enquanto escolhia uma receita para fazer no sábado. Busquei no Artusi o que queria e lá fui eu para a aventura de fazer pão.
Eu adoro fazer pão. O lance de amassar, esperar, ver levedar... A química acontecendo. Acho fantástico. Depois tem o cheiro do pão no forno que é um dos aromas mais gratificantes no mundo da cozinha. Gostaria de saber fazer mais tipos, de usar outros tipos de fermento, usar outros tipos de farinhas. Espero que o curso me ajude nisso.
Antes de ter um olhar mais atento à culinária, sempre tinha em mente o brioche como um pão pequeno com uma bolinha encima. Depois comecei a ver ele em outros formatos e decido fazer uma unidade única, mas a massa rendeu bastante e acabei dividindo em duas formas.
Substituí a levedura de cerveja por fermento fresco. Provavelmente uma heresia, eu sei. O resultado ficou gostoso, mas a textura ficou esfarelenta. Quando coloquei a terceira vez e última para levedar, já nas formas, deveria colocar em um lugar morno. Pois bem, coloquei na janela do escritório onde estava pegando sol e fui fazer outras coisas. Quando passaram os 30 minutos e fui pegar as formas para levar ao forno vi que a massa cresceu muito, muito. Grudou no pano úmido que coloquei, derramou na janela, no sofá e ainda uns pingos suicidas se atiraram do terceiro andar.
Limpei a lambança das formas e as coloquei no forno. Depois de 40 minutos tirei do forno e eles estavam dourados, cheirosos, mas não haviam crescido criando aquela “barriguinha”. Quando pude cortar vi que a textura esfarelenta não deixaria eu curtir o pão do jeito que gostaria: com nata e geléia de uva. Comi umas fatias e decidi fazer algo melhor com eles, que será a próxima receita. :)
Brioches – Artusi 575
Ingredientes
300 gramas de farinha
150 gramas de manteiga em temperatura ambiente
30 gramas de levedura de cerveja – usei fermento fresco
20 gramas de açúcar
05 gramas de sal
06 ovos
Dilua o fermento em água morna e usando ¼ da farinha. Faça um pequeno pão redondo com uma boa consistência, fazendo um corte na sua superfície em cruz. Coloque para levedar em uma tigela em lugar morno. Deixe dobrar de tamanho (aproximadamente 50 min.). Coloque o restante da farinha em outra tigela, faça um buraco no centro, coloque o açúcar, o sal e UM ovo e com os dedos, una os ingredientes e acrescente a manteiga em pedaços e comece a misturar tudo com a farinha. Amasse com as mãos e acrescente a massa fermentada. Acrescente um ovo de cada vez e continue amassando. Se achar melhor use uma espátula, pois a massa resulta bem líquida. Depois de incorporar todos os ovos leve a massa para algum lugar morno para fermentar pela segunda vez (40 min.). Quando a massa estiver levedada divida em duas ou três formas pequenas previamente untadas com manteiga e polvilhadas com açúcar de confeiteiro e farinha. Recoloque as formas para fermentar (cautela aqui, gente!) e depois leve ao forno pré aquecido a 180º C. Asse por 40.
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Quibebe
Mais uma da série “receitas de família”.
Quibebe
500 gramas de polpa de abóbora cabotiá
02 colheres (sopa) de farinha de trigo
½ cebola picada
01 colher (sopa) de manteiga
01 colher (sopa) de açúcar
Sal a gosto
01 pitada de canela
01 pitada de noz moscada
Não conheço ninguém além da minha família que faça, que coma quibebe. Acho que aqui no sul não é um prato muito feito, não. Não sei de onde e como veio parar aqui nas nossas panelas. Até pouco tempo pensava que era invenção da minha vó, da minha tia e até hoje para mim quibebe tem cara de férias, pois comia este acompanhamento só nesta ocasião na cada delas.
Além do sabor agridoce eu gosto do nome: quibebe. Acho uma palavra gostosa de pronunciar. Qui-be-be.
Para mim quibebe, que nada mais é que um purê de abóbora, com arroz branco e carne com molho é uma refeição que me deixa feliz e aconchegada.
Quibebe
500 gramas de polpa de abóbora cabotiá
02 colheres (sopa) de farinha de trigo
½ cebola picada
01 colher (sopa) de manteiga
01 colher (sopa) de açúcar
Sal a gosto
01 pitada de canela
01 pitada de noz moscada
Cozinhe a polpa da abóbora até ficar macia. Antes de secar a água do cozimento amasse a polpa, ela deve ficar bem suculenta. Refogue a cebola na manteiga e acrescente a abóbora. Misture bem, coloque aos poucos a farinha, mexendo sempre. Acrescente o açúcar e sal a gosto. Condimente com a canela e noz moscada. Se desejar acrescente ainda cebolinha verde picada.
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fevereiro 02, 2011
Lig-Lig-Lig-Lé - Mantou e Jin Dan Chao Xi Hong Shi
Eu adoro a culinária chinesa ou pelo menos o que chegou até mim como tal. Acho uma culinária saborosa, exótica, colorida e meio gordurentinha. Porém, olhei com desconfiança o livro que chegou aqui em casa meses atrás com o título “Por que as chinesas não contam calorias”, da inglesa Lorraine Clissold.
Detesto títulos de livros de culinária que soam como livros de autoajuda. E na verdade compramos para completar o valor que isentaria o frete numa compra mais interessante. Ele chegou assim, com uma capa cor de rosa, bem mulherzinha e com a silhueta do que seria uma chinesa. Hm. Me-do.
Li algumas páginas, achei meia boca e emprestei para minha sogra que morou alguns meses na China.
(Parênteses: meu cunhado mora na China e quase todos os familiares já foram passar um tempo lá com ele. O próximo será o José, que decidiu passar férias do outro lado do mundo. Alex, o cunhado que é todo metido na cozinha, sempre me conta causos alimentares, fala dos mercados, dos peixes, dos modos de preparo... Fico imaginando o quanto deve ser bacana viver em outro lugar e curtir a culinária deste país. Eu provaria de tudo. Com certeza. Menos os insetos, óbvio. Aliás, foi o Alex que me fez a proposta indecente de que se José e eu casarmos na igreja, ele me dá uma coleção completa da Le Cruset. Jogo baixo,não?!)
O livro voltou aqui para casa sem muito alarde a seu respeito e hoje, após ter sido literalmente retirado debaixo da cama, decidi dar crédito a ele.
O Mantou eu já havia feito, mas usando uma panela de inox. Hoje aproveitei para usar as minhas cestas de bambus. Presente queridíssimo da minha cunhada que, embora traga toneladas de bagagem para o Brasil, trouxe 5 cestos para mim.
Já o “Ji Dan chao lig-lig-lé” eu topei porque mesmo sem ter ido às compras eu tinha todos os ingredientes em casa, e também para inaugurar minha wok lindinha que ganhei de aniversário dos meus sogros.
Bom, diferente de alguns livros de culinária que quase nada dá certo, as duas receitas que fiz desse ficaram bem boas. Claro, nenhuma nelas é muito complexa, mas mesmo assim vou ler com atenção estas páginas que até então foram menosprezadas aqui em casa.
Mantou (Pão Cozido no Vapor)
Ingredientes
25 gramas (1/4 xícara) de fermento seco
½ colher (chá) de sal
02 colheres (sopa) de açúcar
500 ml de água
800 gramas de farinha
02 colheres (sopa) de óleo
Ponha o fermento, o sal e o açúcar numa tigela. Acrescente um pouco de água morna, dissolva o fermento e acrescente o restante da água. Deixe descansar por 15 minutos. Peneire a farinha numa tigela grande e despeje ao poucos a esponja (fermento). Trabalhe a massa. Quando toda água estiver incorporada, continue trabalhando a massa até ficar lisa e macia. Acrescente o óleo e incorpore à massa. Trabalhe por alguns minutos. Cubra a tigela com um pano úmido e deixe em um lugar bem morno por uma hora e meia. A massa deve dobrar de tamanho.
Divida a massa em dois. Ela estará pegajosa e será necessário passar farinha nas mãos. Divida cada metade de massa em 8 ou 12 bolinhas. Trabalhe por alguns minutos cada uma delas. Enrole entre as palmas das mãos e coloque em um pedaço de papel manteiga achatando um pouquinho a base. Faça isso com todas as bolinhas.
Quando todos os mantou estiverem prontos deixe-os repousar mais uns 15 minutos. Enquanto isso prepare a panela com água e a cesta para cozinhar a vapor. Cozinhe-os no vapor por 10-12 minutos. Sirva imediatamente.
Jin Dan chao xi hong shi (Tomate com ovo)
Ingredientes
03 tomates
02 ovos
½ colher (sopa) de gengibre finamente picado
½ colher (chá) de cebola branca picada
½ colher (chá) de açúcar
½ colher (chá) de sal
1 colher (sopa) de óleo
½ colher (chá) de óleo de gergelim
Retire a pele e as sementes dos tomates. Pique-os em cubo. Reserve. Bata os ovos. Coloque um pouco do óleo na wok e esquente. Coloque os ovos batidos e, com a ajuda de uma espátula, vá despedaçando os ovos que estão endurecendo em contato com óleo quente. Retire da panela, limpe-a e refogue a cebola, o gengibre e os tomates. Mexa por 5 minutos. Acrescente o sal e o açúcar. Mexa. Acrescente os ovos e finalize com o óleo de gergelim.
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