abril 25, 2011

O meu infinito particular ou Como tudo gira ao redor da mesa

E então você pensa: Yes! Feriadão! Vou ler um livro inteiro, vou ver O Poderoso Chefão de uma só vez, vou publicar umas três receitas no blog, vou fazer um levantamento dos eventos artusianos que estão acontecendo na Itália, vou me inscrever para bolsas de estudo, vou mexer no meu texto do estágio.

Pensei, quis e nada disso fiz!

Na quinta-feira foi dia de acordar tarde e comprar peixe na feira que aconteceu aqui em Gravataí. Acabamos almoçando lá mesmo: tilápia frita e suco orgânico de uva. À noite, com a ajuda da minha irmã, fiz muitos mimos de chocolates para os amigos: trufas, brownies, cookies, brigadeiros.



Sexta-Feira Santa: moqueca no almoço aqui de casa. Descobri o cação! Adorei esse peixe.



Depois pegamos a estrada (eu ilegalmente dirigindo em Novo Hamburgo rumo à Campo Bom pelo caminho mais gostoso: Lomba Grande, com direito a temporal e ventos de muitos km/h e tudo) e fomos para casa dos meus sogros. Chimarrão, pé de moleque, janta.



Voltamos no sábado meio que às pressas, depois de um excelente churrasco, devido a um problema no trabalho do meu marido. Ficamos sem comemorar o aniversário da minha sogra (tinha pudim e torta de bolacha! Sniff!) e o mau humor tomou conta do meu ser. À noite tudo passou: jantinha na casa da Dani e do Felipe. Ela, a colega linda do José. Casal simpaticíssimo, muita risada e espumante. Aliás, nunca tinha estado numa casa tão "chiquetosa". Me senti num daqueles editoriais de casa e decoração. Os banheiros, então, um luxo.

Ontem o almoço de Páscoa ficou por minha conta na casa dos meus pais: polenta com carne de panela, lombo de porco na panela de ferro, batatas assadas com alho e manjerona e salada verde. Sabem aqueles almoços que se estendem até às 17 horas? Almoço, sobremesa, cafezinho, papo, mais gente chegando, mais papo e café da tarde com cuca, pão, pizza, café, rosca, geléias... (Fico devendo as fotos.)

Só de recapitular tudo isso já me dá uma coisa. Sabendo que a comilança seria geral eu me comprometi a não exagerar. Não repeti nenhuma vez (exceto uma colherada a mais de batata palha na casa da Dani) e comi muita salada, mas mesmo assim é sempre muita comilança. Tudo o que fizemos, todos os lugares em que estivemos, tudo era comida. A minha conclusão: o universo (pelo menos o meu) gira em torno de uma mesa. Com vocês é assim também?

E mesmo com estes quatro dias de idas, vindas e garfadas, fiquei devendo encontros com minhas duas melhores amigas. Com uma tentamos um almoço na quinta, não deu. Tentamos um chimarrão no final do sábado, não deu. Tentamos um mocotó no sábado à noite, não deu. (Sim, segure o queixo, eu a-do-ro mocotó!). Com a outra fiquei de levar o que o Coelhinho deixou aqui em casa para minha afilhada, mas em todos os dias tudo foi tão corrido que a Páscoa dela acabou passeando com a gente por todo o feriado e ainda está no carro na esperança de ser entregue hoje no final do dia.

Agora começo a minha segunda-feira no maior clima de ressaca culinária: só vou tomar um chá e comer uma maçã. Estão servidos?

2 comentários:

  1. Amei a foto, adoro maquinas de escrever.... deve ser coisa de gente da minha idade!

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  2. Obrigada, Rô! Essa máquina tem lugar de destaque na casa: está na sala, abrindo a porta ela é a primeira coisa que se vê. Ela é linda e, inacreditavelmente, compramos por R$ 1,00. Sim, um real! Tadinha!

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